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Exames do 4º ano

por Alexandra, em 07.05.13

Toda a logística que envolve os exames nacionais do 4º ano é ridícula, absurda e inacreditável.

 

Depois de todas as polémicas que envolvem a educação (ou falta dela) em Portugal, expliquem-me qual a lógica de crianças de 9 e 10 anos se verem envolvidas em tamanho stress?

 

Qual a lógica de fazerem os miúdos assinar um termo de responsabilidade, sob compromisso de honra, a garantir que não levam para a prova telemóveis ou outros equipamentos multimédia? A obrigação de escreverem com caneta preta? O terem que ir a uma escola desconhecida ser observados por professores que nunca viram?

 

Entendo a ideia de lhes incutir responsabilidade, de os habituar a exames mas... Tenha calma sr. Crato, ainda falta muito para estes meninos serem ministros. Mesmo que venham a falsificar licenciaturas, não o vão fazer já, no ensino básico.

 

 

ADENDA: Já agora, numa altura em que é preciso poupar em tudo, até no papel, aqui está o desperdício de, pelo menos, 100 mil folhas de papel, numa declaração que não serve para nada.

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De covano a 07.05.2013 às 16:23

Lamento não estar de acordo consigo.
Durante a minha escola primária, todos os anos fiz "provas", era assim que se chamavam. E mais, a caneta de tinta permanente e numa escola diferente daquela que andava. E sabe uma coisa? Não morri, nem tive de consultar nenhum psicólogo. Nem entrei em stress...
Hoje muitos anos e exames passados e chumbados, acho muito bem que os alunos sejam avaliados antes de entraram noutra escola. E em todas as matérias dadas. Pode ser que se evitem licenciados, mestrados e doutorados a escreverem com erros crassos de português, a não saberem falarem convenientemente ou raciocinarem de forma deficiente.
Desculpe-me este desabafo.
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De Alexandra a 07.05.2013 às 20:28


Pois que não tem nada que lamentar não estar de
acordo. É de opiniões divergentes que vivemos.


Há muita coisa que se fazia antigamente e que ninguém
quer voltar a fazer. O argumento de que “ninguém morreu por isso”
ou “não ficou traumatizado” não é atestado de que as coisas se
faziam bem. Apesar de não ter feito exame da 4ª classe, também fiz
provas, todos os anos e que contavam para “passar de ano” e
também não estou traumatizada. Mas o tempo passa e a evolução é
saudável. Não há estudos nem exemplos que comprovem que o exame da
4ª classe é bom e tem benefícios. Para mim, recuou-se
pedagogicamente algumas décadas e como se diz na minha terra “para
trás mija a burra”. Naquele tempo, o exame da 4ª classe era o
último que muita gente fazia, saindo dali para o trabalho, escravo a
meu ver. O que se está a fazer agora é uma tentativa de dar uma
importância que o exame não tem, mostrar um rigor que não existe
de verdade, já que a chegada ao 4º ano é “airosa” e só nessa
altura a avaliação é a “doer”.


Depois, e para terminar, fazer crianças de 9 anos
assinar um termo de responsabilidade é não só estúpido como me
faz parecer que a pessoa que teve esta ideia não passou no exame da
4ª classe.

Não há nada para desculpar e volte sempre que quiser desabafar :)

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De covano a 07.05.2013 às 23:35

Não pretendi dizer para voltarmos ao que era antigamente, muuuuuuuuuito longe disso. O que tentei dizer foi, que as crianças devem aprender a serem avaliadas desde o primeiro ano. E serem premiadas pelo seu esforço e conhecimento. Quanto à declaração... nem comento. Obviamente acho uma aberração. Mas os encarregados de educação é que são culpados... Ou já se esqueceu da griatria de uma miúda e de uma professora por causa de um telemóvel?
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De Alexandra a 08.05.2013 às 01:05

Eu também acho que devem ser avaliadas desde o primeiro ano, e não somente no 4º ano através de um exame. Se a realização da prova aceito que seja discutível, realmente, o termo de responsabilidade é uma aberração. Quem parece querer voltar atrás no tempo não é meu caro, é o Governo mesmo.
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De Ensonado a 07.05.2013 às 18:08

Totalmente de acordo e contra o que acabei de ler de COVANO...


10 anos... deixem as crianças serem crianças ! 
Poças... já não estamos num ditadura (embora pareça).


Há outras formas, essas sim em falta, de lhes incutir vontade de estudar e até responsabilidade sem serem demasiado "severos" com regras aplicadas aos jovens mais velhos !
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De Alexandra a 07.05.2013 às 20:41

Pois... eu acho que estão a fazer de conta que são rigorosos... só isso. Sempre defendi a avaliação contínua e, aos 10 anos, há imensas formas de se perceber se uma criança aprendeu e um exame não é a melhor delas.
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De Ensonado a 07.05.2013 às 23:46

É isso... há tantas formas de ensinar e saber se o aluno aprendeu.....
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De Sara a 07.05.2013 às 18:22

Muito bem dito...Tudo isto é ridículo e desnecessariamente dispendioso. Eu não concordo sequer com a realização de exames nesta fase de ensino, acho que os alunos devem ser avaliados ao longo do ano (com a realização de testes periódicos por exemplo, que permitam identificar as dificuldades de cada um) e passariam ou não consoante a sua prestação. Claro que exigiria muito mais de alunos e professores e já sabemos como é que é...Em vez de andarem com isto seria mais bem proveitoso arranjarem maneira de não haver mais de trinta alunos por turma (o deve piorar com esta histórias dos mega agrupamentos, outra ideia genial...) e rever os programas caducos...Enfim é a minha opinião. 


cumps
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De Alexandra a 07.05.2013 às 20:51

Concordo. Não é com exame final que se avalia conhecimento. Na minha opinião, em nenhum nível de ensino, mas para crianças muito menos.
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De Sara a 07.05.2013 às 23:46

Eu só concordo no 12º ano para admissão á faculdade, de resto acho que são um exercício de marranço que não leva em conta o que o aluno de facto sabe...Enfim. 
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De Cantinhodacasa a 07.05.2013 às 18:29


O mais absurdo, na minha opinião, é a assinatura do termo de responsabilidade.
Se a criança leva o telemóvel, a criança entrega aos professores responsáveis.
Mas há tanto de ridículo nestas provas.
Enfim, quem pode manda, quem manda pode.
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De Alexandra a 07.05.2013 às 20:57

Um termo de responsabilidade vale o que vale para um adulto, para uma criança... não vale nada e ponto...
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De Miguel a 07.05.2013 às 19:54

Para mim é absurdo a assinatura de um termo de responsabilidade. Simplesmente sou a favor do velho "copia, chumba".
Acho que deviam ter sido colocados professores diferentes a vigiar os alunos, só que nas escolas desses alunos.
Quanto ao stress, no colégio onde andava também tive de fazer provas globais (era assim que se chamava, à falta de exames nacionais) onde quem chumbasse nessa prova (não havia sequer os 25%) chumbava o ano.
Acho que se as crianças atualmente quisessem aprender, o exame não faria sentido, mas tendo em conta aquilo que vejo (na zona de classe média onde vivo), em que as crianças chegam ao quinto ano e não sabem ler nem escrever decentemente e onde uma divisão é um suplício, acho que faz todo o sentido haver uma avaliação a nível nacional.
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De Alexandra a 07.05.2013 às 21:02

Esse cenário que descreve, de crianças que chegam ao 5º ano sem saber ler e escrever, e que não se passa só na sua zona, não se resolve com um exame no 4º ano. Resolver-se-ia com mais rigor (com o qual concordo totalmente) ao longo de todo o ensino.
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De Anónimo a 12.05.2013 às 11:59

Achei pertinente o blog e os seus comentário. Estou de acordo com o que referem. Eu não fiz exame do 4 º ano e não me fez falta. Sou professora no ensino superior. Os alunos chegam ao ensino superior com outro nível de competências que nós não tínhamos  São mais interventivos, mais reflexivos... ainda bem! 
Tenho um filho que fez estes exames, tem 9 anos. Teve 5 nas duas disciplinas no período passado; não sei o que terá agora, porque vejo que o texto de Português é desajustado ao desenvolvimento destas crianças... sei que a nota do exame é de 25%... o professor terá, então, 75%. A média envolve os três períodos ou como é que é? Alguém está  a par.
Obrigada
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De Alexandra a 12.05.2013 às 15:41

Obrigada pela visita.
Pelo que percebi os 75% são da avaliação contínua, de todo o ano portanto.
Eu sou adepta da formação para o conhecimento e não da formação para o "marranço". Como professora, deve perceber facilmente quem realmente aprendeu e quem, mesmo tendo uma boa note num exame ou frequência, não aprendeu nada, simplesmente decorou e debitou matéria na folha de prova. É com esse sistema, ao qual o sr. Ministro parece querer voltar, que eu não concordo.
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De blackened a 07.05.2013 às 23:04

E porque é que as crianças não querem ou não gostam de aprender? É essa a pergunta que se fazer neste momento; questionar a origem dos problemas primeiro, para depois aplicar a solução que melhor se adapta. O facto de as crianças não quererem aprender tem a ver com o próprio sistema de ensino. Existem "picos" de rigor e exigência nos finais dos anos lectivos com exames, não havendo, portanto, um nível gradual ao longo de todo o percurso escolar. Os resultados destes exames acabam, assim, por serem faliciosos no que toca à real faceta do ensino português, um ensino que incentiva o "marrar e despejar" e não tanto a compreensão dos conteúdos tratados nas aulas. Os alunos ou não estudam, porque não existe nada que lhes provoque interesse, que as faça acreditar que existe algo muito mais benéfico na aprendizagem do que somente a obtenção de qualificações para um futuro emprego, ou estudam somente para os exames, estudo esse oco e sem qualquer assimilação sólida das matérias. Não há nos estudantes interesse, motivação, curiosidade. Eu sou aluna do 12º ano de Ciências e Tecnologias e noto isso nos meus colegas, futuros engenheiros e cientistas. Falei recentemente com uma professora universitária que se queixava do mesmo.
Sabemos que, culturalmente, os portugueses não são um povo com hábitos, digamos, intelectuais e com o "bichinho" do saber mais. Os pais não dialogam com os filhos no sentido de incentivarem o espirítio crítico e a capacidade de raciocínio. As actividades favoritas dos portugueses baseiam-se na casa dos segredos, facebook, futebol, celebridades e, enfim, assuntos muito pouco instrutivos. Se em casa não há esse cuidado, a escola tem um trabalho redobrado, coisa que, bom, não tem, pelo menos, da melhor forma. A solução não está em aplicar novamente conceitos que, segundo outros tempos, já estão mais que provados que não resultam ou não se adaptam aos tempos que decorrem. Exames no 4º ano existiam no tempo do Estado Novo, quando grande parte da população era analbafeta e as habilitações não passavam muito do 4º ou 9º ano - não é uma realidade muito compatível com a de agora, pelo menos, não é compatível com aquilo que se pretende que a realidade seja. O ensino português recusa a adaptar-se ao mundo real. Existem países europeus em que o ensino está de tal maneira avançado em relação ao nosso que, por exemplo, alunos de secundário escolhem as disciplinas que querem ter, segundo os seus interesses e objectivos profissionais. Porque não se enquadra cá? Porque se for interrogar alunos de 12º ano, muitos deles lhe responderão que não pensaram muito no que fazer a seguir. E porque não pensaram? A tal falta de interesse, a falta de busca pelo saber mais, a tal falta de valores mais altos e mais ambiciosos. George Carlin dizia que o importante não é pôr as crianças a saberem ler (exames comprovam pouco mais que isso), o importante é fazê-las questionar o que lêem; questionar implica interesse e, bom, interesse só arrasta mais interesse, ciclo vicioso bastante saudável. Talvez queira experimentar saber um pouco mais sobre o conceito de Escola Moderna, conceito esse bastante recente e até desafiador.
Recomendo-lhe, também, um artigo do Jornal de Notícias online, baseado numa entrevista a Sérgio Niza, personalidade presente na vida educacional desde há muito tempo, acerca destes exames de 4º ano: http://www.jn.pt/revistas/nm/Interior.aspx?content_id=2772827#_page0
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De Alexandra a 08.05.2013 às 01:11

Se uma aluna do 12º ano escreve assim e tem esta linha de pensamento... o mundo não está perdido ;)
Concordo com tudo, claro. 
Muitas vezes, para os exames faz-se estudo de "autoclismo": enche-se, chega-se à prova e despeja-se. Ou seja, avalia-se a memória e capacidade de decorar e não se incentiva a curiosidade, que para mim é a melhor amiga do aprender.
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De blackened a 08.05.2013 às 18:23

Bem, tendo em conta que posso levar isso como um elogio... obrigada! :p Eu até acredito que hajam mais estudantes com a mesma vontade revolucionária que eu, o problema é que somos constantemente abafados pela onda de conformismo, culturalmente portuguesa. O bom de tudo é que aqui os blogs facilitam bastante a comunicação e acabam por fazer uma pessoa sentir-se mais integrada, mais ouvida e mais esperançosa. As pessoas "lá fora" atropelam-se numa conversa para se fazerem ouvir, em vez de ouvirem.
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De Alexandra a 08.05.2013 às 20:53

Sim, é um elogio ;)

Continuo a concordar com tudo.
Já agora aproveito para desejar muitas felicidades na continuação da vida académica.
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De blackened a 08.05.2013 às 21:25

Muito obrigada! :)


Fique bem!
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De Miguel a 08.05.2013 às 08:14

Eu por acaso também sou aluno do 12.º ano, mas de línguas e humanidades. Sou também um pouco mais conservador em relação à educação (e muito mais pessimista em relação à humanidade no seu conjunto).
Sim, as causas da falta de produtividade são, em grande parte, o desinteresse e a falta de motivação. É realmente preciso tomar medidas contra isso. Mas, infelizmente, temos de combater paralelamente a falta de resultados atuais. Ou seja, nós podemos, se começarmos agora, a alterar os alunos que virão no próximo ano para o primeiro ano, infelizmente, os que já estão a estudar não podem ver uma alteração imediata dos métodos, isso poderia significar a perda de todo o trabalho (bom ou mau) até agora realizado. No entanto, temos de ter consciência de que há pessoas nesse grau de ensino que precisam de ser avaliadas de um modo mais frio e não apenas pelos professores que sempre estiveram com eles.
No caso de começarmos, finalmente, a ter uma educação mais virada para a compreensão e não para a simples memorização (como quer este ministério, e, ademais, grande parte dos políticos, devido a toda uma série de consequências sociais de manutenção do poder), a realização de exames finais não será um problema. O facto de eu ter compreendido a matéria em vez de a decorar, pura e simplesmente, não me impediu de ter dezanoves nos exames de 12.º ano, de facto, até deve ter ajudado. O que pode ser um problema é, realmente, ter uma educação virada para a preparação para os exames. Isso consegue-se resolver em alguns setores do secundário, mas é muito mais difícil (mas não impossível) de resolver no básico.
Para mim, apoiando-me numa lógica mais conservadora, os exames não devem servir como metas, mas apenas como instrumentos de avaliação universais. É certo que nem todos somos iguais, mas por vezes o ensino obriga-nos a avaliar todos da mesma maneira para se obter alguma justiça. Infelizmente, dada a falta de interesse generalizada, os exames são vistos como um problema, ou como um objetivo. Não, devem apenas ser vistos como um teste nacional capaz de avaliar o ensino.
É claro que isso não deve excluir uma melhoria na qualidade dos exames. Infelizmente, esses estão hoje feitos de uma forma que apenas serve para avaliar competências de memorização (e não competências de compreensão). Para isso, basta ver-se os exames de português do 12.º.
Quanto ao Sérgio Niza, confesso que não o conhecia, mas gostei do artigo.
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De blackened a 08.05.2013 às 18:17

"(...) o desinteresse e a falta de motivação. É realmente preciso tomar medidas contra isso. Mas, infelizmente, temos de combater paralelamente a falta de resultados atuais." Uma coisa é consequência da outra, portanto não concordo que exista uma "luta paralela". A falta de resultados é consequência do desinteresse e falta de motivação nos alunos. Acredita que se tivermos isso, temos disposição para aceitar e pôr em prática aquilo que aprendemos - e digo aceitar, no sentido de chegar à conclusão que a escola não é um sítio secante para se estar e que realmente podemos usá-la como um instrumento vital para o nosso desenvolvimento pessoal e profissional.
Vejo que, no geral, acabamos por concordar. Os exames não deveriam ser metas, tal como disseste, mas sim momentos de avaliação, momentos que só têm cabimento se todo o sistema de ensino estiver em concordância - se mantiver um método rigoroso e exigente constante e progressivamente crescente no tempo, se os alunos e professores acreditarem nesse mesmo ensino e se a escola encarregar-se de formar os seus alunos a todos os níveis, porque no fundo, é essa a essência da escola. O problema é que os exames não são encarados dessa forma e os estudantes são levados pela corrente. Aliás, as médias dos exames em cada escola têm influência no acesso a recursos financeiros e humanos, consoante melhores ou piores notas. Quanto melhores notas, mais recursos terá a escola, o que não tem lógica, porque se uma escola tem maus resultados, mais recursos para os melhorar precisam. E eu soube disto através de um tio meu que é professor. Portanto, vê só os interesses por detrás disto, interesses que abafam completamente o que é mais importante, os alunos!
Para teres uma noção da disfunção do nosso ensino, (como és estudante, muito provavelmente tens) eu tive uma professora de Filosofia no ano passado que dava as aulas para o exame (que não é obrigatório no meu curso) e para os testes intermédios. "Não dou isto, porque não sai no intermédio", "no teste intermédio isto costuma de sair assim, assim e assim", "tenham cuidado, que no intermédio e no exame, não podem fazer isto, mas tem de fazer aquilo". E enquanto estas expressões eram frequentes nas aulas, ela lia o manual e interrompia qualquer discussão filosófica entre os alunos, porque não queria perder tempo com tanta matéria para dar (ou ler). Chegavam as vésperas dos testes e ela dizia as exactas páginas do manual que continham as respostas para os testes. Alunos com pouca vontade de se esforçarem porque não viam utilidade na Filosofia tinham umas brutais notas nos testes, enquanto os realmente interessados pela disciplina viam a sua média a descer a pique, devido à desmotivação. Imagina que Filosofia tinha exame obrigatório final no meu curso, com 30% de peso na nota final - tinha alguma lógica?
Exemplos como este que dei há muitos e farto-me de ouvi-los dos meus colegas de outros cursos, principalmente, cursos profissionais, que supostamente deveriam preparar o estudante para o mundo do trabalho.
Soluções existem, passavam era pela reestruturação do ensino público. Seria difícil, dispendioso e trabalhoso, mas creio que haveria resultados.
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De Alexandra a 08.05.2013 às 21:04

É mesmo isso que é necessário: "ter uma educação mais virada para a compreensão e não para a simples memorização". Mas isso não se consegue com a introdução de exames no 4º ano, assim, de repente, só porque sim..
Estendo ao Miguel os mesmos desejos de felicidades para o resto da vida académica.
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De paranoias-de-mae a 08.05.2013 às 08:10


Concordo plenamente. Acho que é muito cedo para, são muito novinhos para serem submetidos a estas provas. E todo dinheiro gasto realmente...nem sei que diga.
Obrigada por este post, está muito esclarecedor.

Até os testes intermédios do segundo, que o meu filho vai fazer, que também serão avaliados e vigiados por outros professores são um exagero, o meu filho só tem 7 anos.
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De Alexandra a 08.05.2013 às 21:06

Acho que foi uma maneira de mostrar serviço e rigor que não existe de verdade, mesmo dentro do Executivo... Obrigada pela visita
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De Isamar a 08.05.2013 às 09:37

Eu não acho cedo este tipo de avaliação nesta idade. O que acho é que os métodos de ensino, nem os alunos dos dias de hoje, não estão moldados para esta realidade de exames no final de cada ciclo. O ensino tomou um rumo que não está a dar frutos devidos. Veja-se na quantidade de pessoas com estudos e que são uns iletrados. Não se pode aceitar que alunos estejam no quinto ano e não saibam ler e escrever devidamente. Os meus filhos tiveram colegas nesse estado.
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De covano a 08.05.2013 às 09:51

Muito bem!
Eu quando andava na escola aprendi Latim (era obrigatório!). Tive de ler Lusíadas, Viagens na Minha Terra, Lendas e Narrativas, Os Maias, Amor de Perdição e os autos das Barcas. O Frei Luís de Sousa e tantas, tantas obras. Agora, até ao 12º ano quantos livros os alunos são obrigados a ler?
E saberão quem foi Bernadim Ribeiro ou Nicolau Tolentino, Marquesa de Alorna ou Sebastião da Gama?
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De Alexandra a 08.05.2013 às 21:25

Precisamente porque não há rigor ao longo de todo o ensino é que não faz sentido haver um exame final tão "pomposo". As coisas precisam mudar, nisso acho que estamos todos de acordo.

Eu também tive Latim, obrigatório em Humanidades, e li esses livros todos ;)
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De A Voz da Consiência a 08.05.2013 às 19:30

A política que temos é a arte do disfarce.
Se, nesta política, o que parece é, então o que os políticos mostram nunca é o que é.
Lembrem-se que o ministro Crato disse, ontem, mais ou menos isto: no meio de todo este alarido, os menos nervosos são os alunos...
Não sejamos ingénuos.
O que realmente se avalia nestes exames não são os alunos - SÃO AS ESCOLAS E, CONSEQUENTEMENTE, OS PROFESSORES.

João de Brito
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De Alexandra a 08.05.2013 às 21:26

E até o próprio Governo. Avaliamos e percebemos que não vale nada ;)
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De Palavras Rasgadas a 08.05.2013 às 22:48

Estou de acordo com os exames, estou de acordo em incutir responsabilidade aos alunos desde cedo. Porém, não estou de acordo com todo o alarido envolvente. Se isto fosse encarado com normalidade estes alunos quando chegassem ao 12º ano para fazer os exames, que talvez mais influenciam o futuro deles, o nervosismo não seria já factor tão relevante para o (in)sucesso. Dou também alguma culpa aos pais e aos próprios professores que trabalham diariamente com as crianças/jovens porque são estes que depositam neles a maior parte do stress...
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De Alexandra a 12.05.2013 às 15:37

O meu problema não é tanto com o exame em si, apesar de o achar desnecessário, mas mais pela forma como foi introduzido e pela sensação que tenho que só serve para o Crato mostrar serviço.
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De Anónimo a 12.05.2013 às 16:10

Peço desculpa, mas escrevi no blog e não vejo o meu comentário. O que se poderá ter passado?
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De Alexandra a 12.05.2013 às 16:15

Como é um perfil anónimo não sei se é a mesma pessoa, mas se é a professora universitária que tem um filho que fez exame do 4º ano, o seu comentário está mais "acima", ficou inserido como resposta a um comentário do Miguel...
Se não é essa senhora, não faço a minima ideia.
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De Anónimo a 12.05.2013 às 16:30

Pois, sou eu, de facto. Como vê, a informática é algo que estou desenvolvendo e que os miúdos de hoje dominam.
É bem verdade que, também, há notas boas e muito boas nos exames e os estudantes não as merecem  aliás, sei que não sabem. Mas, numa discussão oral, não se aguentam.
Quanto ao anonimato vou descobrir. Chamo-me Fátima.
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De Alexandra a 12.05.2013 às 16:45

Não tenho nada contra anónimos, principalmente se forem simpáticos, só que não sabia se era a mesma anónima ;)
Associo-me a si nas dificuldades informáticas... mas com o tempo melhora-se :) 

 

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